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A dúvida que quase todo iniciante tem
Quem começa a pesquisar sobre carreira em tecnologia costuma esbarrar rapidamente em uma pergunta que parece decisiva: é obrigatório fazer faculdade para trabalhar com programação? Essa dúvida é muito comum, especialmente para quem está pensando em mudar de área ou iniciar na tecnologia do zero. Como muitas profissões tradicionais exigem formação acadêmica formal, é natural imaginar que o mesmo aconteça com a programação.
No entanto, a realidade do mercado de tecnologia funciona de maneira um pouco diferente de várias outras áreas. Embora a faculdade possa ser um caminho importante e muito válido, ela não é a única forma de entrar no mercado de programação. O que muitas empresas procuram hoje está mais relacionado às habilidades práticas, à capacidade de resolver problemas e ao entendimento dos fundamentos da área.
O que o mercado realmente observa
Ao avaliar iniciantes, empresas geralmente prestam mais atenção em como a pessoa pensa e aprende do que apenas no diploma que ela possui. Isso acontece porque a programação envolve raciocínio lógico, interpretação de problemas e construção de soluções. Quem demonstra entender esses pontos, mesmo estando no início da carreira, já mostra um potencial importante para evolução.
Outro fator muito valorizado é a consistência nos estudos. Profissionais iniciantes que conseguem mostrar que estão aprendendo de forma organizada, construindo projetos simples e evoluindo gradualmente costumam chamar atenção positiva. Isso indica que a pessoa está comprometida com o aprendizado e que tem capacidade de continuar se desenvolvendo dentro da área.
Muitas empresas também observam o portfólio do iniciante, ou seja, pequenos projetos que demonstram o que ele já conseguiu construir. Um site simples, um sistema básico ou exercícios bem estruturados podem mostrar muito sobre o nível de entendimento de quem está começando.
Onde a faculdade pode ajudar
A faculdade continua sendo uma opção muito relevante para quem deseja ter uma formação mais ampla e aprofundada na área de computação. Cursos como Ciência da Computação, Engenharia de Software ou Sistemas de Informação costumam abordar temas essenciais, como estruturas de dados, arquitetura de computadores, matemática aplicada, bancos de dados, redes e teoria da computação. Esse conjunto de disciplinas amplia a visão do estudante e ajuda a compreender não apenas como programar, mas como os sistemas funcionam de maneira integrada e estruturada.
Esse tipo de conhecimento é especialmente útil para quem pretende seguir caminhos mais específicos dentro da tecnologia, como pesquisa, áreas acadêmicas, desenvolvimento de sistemas complexos, cargos de arquitetura de software ou posições estratégicas dentro das empresas. A base teórica adquirida ao longo da graduação oferece mais segurança para lidar com problemas de maior escala e para tomar decisões técnicas com mais profundidade.
Além do conteúdo técnico, a faculdade também contribui para a construção de networking, contato com professores experientes, participação em projetos de pesquisa, iniciação científica e oportunidades de estágio que facilitam a entrada no mercado de trabalho. O ambiente acadêmico cria conexões que muitas vezes acompanham o profissional por toda a carreira.
Inclusive, no Experience Podcast, o Gustavo Guanabara conversa com diversos profissionais da área de tecnologia, com trajetórias diferentes, atuando em empresas e segmentos variados. Apesar das histórias distintas, muitos chegam a um ponto em comum: a faculdade teve um papel importante na formação deles, seja abrindo portas no início da carreira, seja fornecendo base teórica que fez diferença ao longo do tempo. Esse consenso não significa que o diploma seja o único caminho possível, mas reforça que a formação acadêmica continua sendo um diferencial relevante.
Ao mesmo tempo, é verdade que muitos profissionais que hoje trabalham com programação também estudaram por conta própria e complementaram sua formação com cursos online e prática constante. Isso acontece porque o aprendizado prático tem um peso muito grande nessa área. Quando a base acadêmica e a prática caminham juntas, as oportunidades tendem a se ampliar e a trajetória profissional se torna ainda mais consistente.
A importância de começar pelos fundamentos
Independentemente de escolher fazer faculdade ou não, existe um ponto que faz diferença para qualquer iniciante: construir uma base sólida. Aprender lógica de programação, entender como funcionam algoritmos e ter contato com tecnologias básicas do desenvolvimento web ajuda a criar um entendimento mais claro sobre a área.
Quando essa base é bem construída, aprender novas linguagens ou ferramentas se torna muito mais fácil. Em vez de depender apenas de tutoriais ou copiar códigos prontos, o estudante começa a compreender o que está acontecendo por trás das soluções.
É exatamente por isso que muitos iniciantes começam estudando em plataformas educacionais que organizam esse processo de aprendizado passo a passo. O Curso em Vídeo, por exemplo, reúne cursos iniciais bastante conhecidos por quem está entrando na área de programação, abordando temas como Lógica de Programação, HTML5 e CSS3 e introdução ao Python de forma didática e acessível.
O caminho mais comum de quem entra na área
Muitas pessoas que hoje trabalham com programação começaram aprendendo aos poucos, conciliando estudos com outras atividades e desenvolvendo projetos simples no início. Esse processo costuma envolver erros, revisões e descobertas importantes ao longo do caminho, o que faz parte do aprendizado.
Com o tempo, conforme o entendimento aumenta, fica mais fácil escolher uma área dentro da tecnologia para se aprofundar. Algumas pessoas seguem para desenvolvimento web, outras para dados, automação ou desenvolvimento de sistemas. O mais importante é que essa escolha geralmente acontece depois que a base já está mais consolidada.
Também é comum que profissionais que começaram estudando por cursos online decidam fazer faculdade posteriormente, já com uma visão mais clara sobre a área. Ou seja, uma coisa não necessariamente exclui a outra.
Então, precisa ou não precisa de faculdade?
A resposta mais equilibrada é que, embora seja possível iniciar na programação sem um diploma, a faculdade continua sendo um caminho extremamente relevante e estratégico para quem deseja construir uma carreira sólida na área de tecnologia. A formação acadêmica oferece algo que vai além do aprendizado de linguagens: ela proporciona base teórica consistente, contato com conceitos mais profundos de computação, visão estruturada de sistemas, além de desenvolver pensamento crítico e maturidade profissional.
Em um curso superior, o estudante tem acesso a disciplinas como algoritmos, estruturas de dados, banco de dados, engenharia de software, arquitetura de computadores e redes, que ampliam significativamente a compreensão sobre como a tecnologia funciona de forma integrada. Esse conhecimento faz diferença no longo prazo, especialmente para quem pretende crescer para cargos mais estratégicos, atuar com pesquisa, assumir posições de liderança técnica ou prestar concursos públicos na área.
Além disso, a faculdade também oferece networking, convivência com professores experientes, participação em projetos de extensão, iniciação científica e oportunidades de estágio que muitas vezes facilitam a entrada no mercado de trabalho. Em diversos processos seletivos, especialmente em empresas maiores, estar cursando ou ter concluído o ensino superior ainda é um critério valorizado.
Isso não significa que apenas a graduação garante sucesso automático, mas sim que ela pode acelerar a maturidade profissional e ampliar horizontes. Quando a formação acadêmica é combinada com prática constante, projetos pessoais e cursos complementares, o resultado tende a ser uma trajetória mais estruturada e com mais possibilidades de crescimento.
Se você está pensando em entrar na área, considerar uma faculdade na área de tecnologia pode ser uma decisão estratégica para o médio e longo prazo. Paralelamente, começar com cursos gratuitos e didáticos ajuda a entender a prática da programação desde cedo, tornando a experiência acadêmica ainda mais proveitosa e conectada com o mercado.
